A sociedade em rede e as doenças emergentes: uma proposta baseada na utilização excessiva das tecnologias digitais

 

O artigo produzido pelo membro do CEPEDI e Prof. do Curso de Direito da Faculdade Metodista – FAMES, Bruno Mello Correa de Barros em parceria com o acadêmico do Curso de Medicina da UFSM Matheus Lima Roldão, expõe a fragilidade dos indivíduos em face das novas tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), especialmente dispositivos móveis como celulares e smartphones, os quais possuem o condão de desenvolver a longo prazo doenças, distúrbios físicos e, especialmente, psicológicos a partir da utilização excessiva dos implementos digitais em seu quotidiano.

Nesse sentido, as tecnologias sempre ocuparam o papel de vetor das transformações das relações humanas. Durante o período da Revolução Industrial, as nuances de desenvolvimento puderam ser vistas com maior exponencialidade, devido às grandes e profundas transformações ocasionadas, em um primeiro momento, na produção de produtos e bens e, posteriormente, no setor de serviços. Após esse período da mecanização, surgiu o paradigma informacional, que passou a dominar a tônica das relações, uma vez que o conhecimento e a informação passaram a permear o progresso técnico-científico, permitindo o deslocamento da economia do material para o imaterial, consolidando, assim, a emergência da sociedade em rede.

Dentro dessa circunstância, a partir da revolução tecnológica ocorrida em grande monta a partir dos últimos anos do século XXI que os hábitos dos indivíduos sociais foram altamente impactados por essas novas formas de interagir, se comunicar e se relacionar, sobretudo a partir do espectro digital. Logo, com a utilização maciça e, muitas vezes, em excesso, surgem doenças e distúrbios, os quais passam a desafiar o serviço de saúde pública, requerendo mecanismos próprios de atuação e combate, passando, necessariamente, pela conscientização desses indivíduos.

E nesse quadro que se desenvolvem distúrbios psicológicos como a síndrome do toque fantasma, nomophobia, náusea digital ou cybersickness, a depressão do facebook, hipercondria digital, transtorno de dependência da internet, dentre outras modalidades de distúrbios que são desenvolvidos e alicerçados na utilização em excesso pelos indivíduos, gerando uma relação de efetiva dependência da tecnologia. Cabe registrar ainda que tais doenças e distúrbios são reconhecidos cientificamente e muitos deles já possuem certificação no Cadastro Internacional de Doenças (CID).

Por fim, o artigo conta com esse propósito de esclarecer a respeito desses novos desafios perpetrados pelas TIC, especialmente quando possuem o fito de impactar negativamente a saúde física e psicológica dos agentes que fazem uso fora da medida e, especialmente, promover a reflexão e o debate acerca dos usos e finalidades das redes sociais e tecnologias digitais, de modo a promover a consciência da utilização equilibrada e saudável.

O artigo em tela foi publicado na Revista Sociais & Humanas, vol. 30, nº 1 – 2017, da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM.

Link da publicação: <https://periodicos.ufsm.br/sociaisehumanas/article/view/25959/pdf>.

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